segunda-feira, 30 de maio de 2016

"O questionamento constante é a primeira chave para a sabedoria" - Pedro Abelardo

Booa tarde amores *-*
*O*O* eu abandonei o blog --> não amores, não abandonei, muito menos o tema FILOSOFIA ... Agora postando as histórias no Wattpad, então estou associando as duas postagens ...
Ok, chega de blablabla e vamos de postagem ....

Estamos em reta final da Filosofia Medieval e por isso não vou correr nas postagens, os outros três filósofos vou postar aos poucos ... hoje conheceremos

Pedro Abelardo 

 Reconhecido como um filósofo arrojado de Paris, Abelardo era admirado por alunos que vinham do exterior para aprender com ele. Foi aí que conheceu Heloísa, e a história de amor entre eles acabou mais famosa do que seus postulados. Sobrinha de um cônego (Presbítero) da Catedral de Note-Dame, onde Abelardo lecionava, ela encantou o pensador em sua beleza e erudição. Os dois começaram um romance secreto que terminou trágico: Heloísa engravidou e seus parentes juraram vingança. Em uma noite, arrombaram a casa de Abelardo e castraram o filósofo conquistador. Desiludidos, ela virou freira, e ele, monge beneditino. Pouco se sabe do filho do casal, Astrolábio.
 A filosofia de Abelardo buscou problematizar os "universais", isto é, tudo o que podemos agrupar sob uma mesma palavra. Para ele, os universais são apenas conceitos que derivam e guardam semelhanças com as coisas. Ao contrário de Platão, ele dizia que um termo como "carvalho" pouco tem a dizer sobre cada árvore desse tipo que existe na realidade. Também contribuiu para aprimorar o método escolástico, um passo essencial para os teólogos que viram a seguir.

Não sei dizer, mas histórias trágicas me atraí e muito ... 
Ainda lerei esse livro ... 

Até a próxima ... :** 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Annabel Lee - Edgar Allan Poe

Booom dia meus amores *-*

Iniciando essa linda quarta-feira com poesia é simplesmente maravilhoso ....
Não se se ainda fiz uma breve biografia de Allan Poe, mas hoje vou postar uma de suas lindas poesias ...

Annabel Lee

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro

Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite

Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,

Ao pé do murmúrio do mar.

Lindo né? .. 
até a próxima :**

sábado, 14 de maio de 2016

A Arte da Guerra - Sun Tzu

Boa tarde pessoal 0/
Demorou, mas o comentário desse livro, que eu gostei, sai hoje ...

Para os amantes de estratégia, á muitos livros que abordam o tema, porém esse foi o primeiro que eu li de tal tema e confesso ter gostado muito do livro.


Sun Tzu foi um general chines que viveu no século IV a.C e que, no comando do exercito real de Wu, acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes. Foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A Arte da Guerra, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. Uma das histórias mais repetidas sobre Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar no palácio, ao rei, exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas.

 Vencer antes de lutar era uma das táticas ensinadas por Sun Tzu.
 No livro, ele destaca que, na Guerra, a melhor política, geralmente, é capturar um Estado intacto; arruiná-lo denota atitudes inferior.
 Capturar o exército inimigo ou pegar um batalhão, uma companhia ou um esquadrão de cinco homens intactos é melhor que destruí-los.
 Vencer cem vezes em cem batalhas não é o auge da habilidade, mas sim subjugar o inimigo sem precisar lutar.
 Em A Arte da Guerra, Sun Tzu mostra suas estratégias, de forma bem contextualizada e dinâmica, dando ao leitor um conhecimento mais amplo sobre como vencer as batalhas do cotidiano, que se manifestam de diversas formas, de maneira clara e transparente.

Esse livro não é indicado apenas para quem faz faculdade de Administra ou Contábeis.

Com minhas palavras ao auxilio do livro, vou descrever como o general fez a demonstração de sua estratégia diante do rei de Wu.


Em certa ocasião, Ho-lü, rei de Wu, concedeu uma audiência a Sun Tzu.
-Sun Tzu, li inteiramente os 13 capítulos da sua Arte da Guerra. Será que poderia realizar uma pequena experiencia, de controle do movimento de tropas?
-Posso.
-Mas o senhor seria capaz de faze-lo até mesmo usando mulheres? - provocou o monarca.
-Sim - respondeu o general com serenidade e segurança.
Então, o rei aquiesceu e ordenou que viessem á sua presença suas cento e oitenta lindas concubinas. Dando autonomia geral á Sun Tzu para treina-las, e inclusive, o general escolhesse o melhor ambiente dentro do castelo.
Assim, sem se importar com o papel ridículo que lhe queriam imputar, o general nomeado pelo rei, dividiu o contingente em suas companhias, colocando na liderança as duas concubinas favoritas do monarca.
Instruiu todas quanto ao uso de alabardas, e repassou-lhes orientações que todas praticamente, jamais tinham ouvido em toda a sua vida.
Então, para não terem duvidas, o general deu a ordem acima por mais 3x e explicou, pormenorizadamente, em cinco oportunidades.
Bateu no tambor o sinal de "direita, volver" e o pequeno exercito caiu na gargalhada.
Sem perder a postura, o general assumiu que não foi claro e as explico mais 5x. Pacientemente.
Outra, batida no tambor e as mulheres desandaram a rir.
Diante desse quadro hilário, Sun Tzu, com o semblante sério, porém, equilibrado, afirmou:
-Se as instruções e os comandos não são claros, a falha é do general. Mas quando são claros e não são executados conforme a disciplina em vigor, temos aí um crime por parte das lideranças.
Surpreendendo á todos, o general mandou que as duas lideres das tropas fossem decapitadas.
Por mais que o rei se intrometeu, o general continuou firme, determinando que ambas fossem penalizadas com a morte, para que o fato servisse de exemplo ás demais. Logo após, indicou outras duas concubinas, na ordem de excelência, para liderar as companhias.
Feito isso, repetiu os sinais e as mulheres saíram excelentes, nenhum ousou emitir o mais leve rumor de deboche.
Sun Tzu, mandou, em seguida, um mensageiro ao rei, informando-o que as tropas já encontravam em boa ordem e ele próprio poderia ir revisá-las.
Porém, o rei ainda fervendo de raiva pelo que ele fez com as duas de suas favoritas disse - O General pode ir para sua hospedaria e descansar. Eu não desejo inspecionar a tropa e quero que o senhor Sun Tzu retire-se deste palácio.
-Impressiona-me saber que o rei gosta de palavras vazias. Não é capaz de juntá-las aos atos, pondo-as em prática - retrucou Sun Tzu.
Depois de refletir por um tempo, Ho-lü percebeu que, de fato, Sun Tzu era um homem capacitado e, no momento oportuno, fez dele o general do Exército Real.
[...]

Não sei dizer o porque, mas eu gostei muito dessa lição, claro que tiramos muitas conclusões do que foi feito, o livro é dividido em XIII capítulos.

Eu gostei muito desse livro, porém quando ler, procure focar bastante nas palavras, pois para o entendimento de uma estratégia perfeita a atenção é mais que essencial.


Amores, poste de hoje é mais uma indicação de livros, apreciem e até o próximo
:**

segunda-feira, 9 de maio de 2016

"Não quero saber para crer, mas crer para saber" - Santo Anselmo

Boom dia pessoas *-*
Cheguei cedo falando de filosofia e claro dando continuidade  as postagens.
Hoje conheceremos Santo Anselmo...

Anselmo apelou para a razão para comprovar a existência de Deus,
um equilíbrio que lhe rendeu o título de "pai da escolástica".

Anselmo nasceu em berço nobre. 
Apesar dos antecedentes, ele optou pela vida religiosa, aos 20 anos, subiu vários degraus na Igreja: foi monge, prior e abade. Em 1093, já vivendo na Inglaterra, tornou-se arcebispo da Cantuária.
Seus trabalhos filosóficos buscavam comprovar a existência de Deus por meio de um debate racional. Anselmo estabeleceu o que Immanuel Kant chamaria de "prova ontológica" seis séculos mais tarde: um dialogo imaginário com alguém que negasse Deus, usando da lógica até o ponto em que não houvesse alternativas a não ser aceitar Sua existência. Para Anselmo, era óbvio que existe em nossa mente "um ser do qual não é possível conceber nada maior". Se Deus existe, Ele é esse ser. Mas, para Anselmo, algo presente apenas em pensamento é menor do que algo que vive na realidade. O filósofo então argumentou: se não pode haver algo maior do que Deus, e Ele está em pensamento, também precisa existir na realidade. Finalmente, a razão comprovava a existência de Deus - pelo menos para o filósofo.
Anselmo seria criticado nos séculos seguintes, e os questionamentos costumavam partir da interrogação básica: qual a garantia de que uma coisa real é de fato maior do que algo que existe só em pensamento?
A maior importância de seu pensamento foi ter buscado um equilíbrio entre fé e razão. Embora outros pensadores tenham feito isso antes, como Santo Agostinho, Anselmo costumava ser chamado de "pai da escolástica" pela importância da razão em sua doutrina. Para ele, a fé começa quando a razão termina. No que diz respeito á Igreja, as contribuições de Anselmo foram logo reconhecidas: sua canonização ocorreu poucas décadas após sua morte. Ganhou em 1163 o titulo de Santo.

Proslógio: Discurso sobre a Existência de Deus - Revista Super Interessante.

Esse discurso só a existência de Deus, é um assunto muito delicado nos dias de hoje, pois é tão delicado que se não souber usar palavras certas em um assunto desses, gera morte. 
E a interrogação básica que nos séculos seguintes surgiriam é realmente algo a se pensar, não com ignorância, mas sim com clareza. 
Se tratando de filosofia, a resposta de um pensamento gera outro pensamento que gera outra pergunta e assim por diante...
Como dizia meu professor de Filosofia "Liberdade de pensamento e expressão nós temos, elas apenas precisam ser respeitadas". Difícil, né?
E não, eu nunca soube se meu professor era ou não ateu.
Sim, eu era e sou muito curiosa.

Até a próxima :**

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Escrita Mórbida

Boa tarde amores *-*

 Não é comum ler algo mórbido hoje em dia, ou é?
Para mim sim, é comum e confesso gostar muito, me identifico.

O romance mórbido (gótico), hoje em dia ninguém mais fala sobre o assunto, por medo ou vergonha de mostrar o seu verdadeiro eu?
 Na época, desculpem as palavras má colocadas, mas na época em que surgiu o romantismo não era nada colorido como vemos hoje, nada era rosas ou cor de rosa, não eram risos e nem abraços, carinho ou erotismo.
 Surgindo o romance ele era mórbido, pois os escritores escreviam o lado sombrio do amor, o amor exagerado, a presença do sangue, da possessão com a pessoa, o amor não correspondido, a morte do amor > isso é lindo.

 A escrita mórbida ela não é feia, ela é linda, pois é nessa escrita que encontramos a identificação de nós mesmo, é nessas palavras românticas e depressivas que sentimos o quanto o ser humano é capaz de amar e idealizar seu companheiro (a) á "ponto de morrer".

 Mas, para se escrever um conto mórbido, não é fácil, conheço muitos escritores que diz ter dificuldade em escrever algo mórbido e comigo é o contrário, eu já não consigo escrever o romance colorido (rsrs).

 Uma dica: leia algum livro com conto mórbido, mas você escritor ou leitor tem que perder essa vergonha de ler um romance mórbido.
 Eu escrevo tanto poesia quanto livros mórbido, no inicio eu tinha vergonha de mostrar meus escritos e medo de alguém rir, não vou mentir já aconteceu das pessoas rirem, falar coisas que chateavam muito, mas então percebi que elas não entendiam o que eu escrevia e quando compreendiam sentia vergonha e reagia de um modo inverso, atacava com grosseria nas palavras e notando as reações eu passei a me compreender, o meu estilo de escrita é mórbida. Sim, eu tentei mudar as coisas, mas foi um desastre.
 Por mais que eu escreva um romance policial, ficção cientifica, erótico, modernismo, guerra, enfim... a presença do mórbido sempre estará no pensamento dos personagens, ou na roupa, ou no cenário, ou no modo da narrativa.

 Uma escrita mórbida ela é gostosa de escrever, mas cuidado quando escrever, pois as palavras são diferentes e o modo de chamar a atenção do leitor é diferente. Mas, nada que livros mórbidos não ajude você escritor a se dar bem em sua escrita.


 Perdoem-me as palavras má colocadas, mas quando pensamos enquanto escrevemos, elas saem com pontas soltas.

JANAINA SOBRINHO

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Fábulas de Esopo

Boa tarde meus amores *-*
Demorei mais do que imaginei para postar ... sorry

Postarei hoje no blog, fábulas de Esopo.
Sinceramente, faz muito tempo que eu não lia Fábulas e elas são incríveis, tanto que vou compartilhar com vocês algumas.

Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares.


A Macaca e a Raposa

Uma Macaca sem rabo pediu a uma Raposa que cortasse metade do seu e lho desse, dizendo:
— Bem vês que o teu rabo é demasiado grande, pois que até se arrasta e varre a terra; o que dele sobeja podes-mo dar a mim para cobrir estas partes que vergonhosamente trago descobertas.
— Antes quero que se arraste — disse a Raposa — e varra o chão, e me seja pesado, que aproveitares-te tu dele. Por isso não to darei, nem quero que coisa minha te faça proveito.
E assim ficou a Macaca sem o rabo da Raposa.

Moral da história:
Semelhantes a esta Raposa são todos os invejosos, que deixarão de escarrar se souberem que alguém aproveita o seu cuspinho, e todos os avarentos que do muito que em sua casa sobeja não querem partilhar com o pobre que lhes mostra a sua necessidade, como aqui a Macaca mostra à Raposa.


O Homem e a Cobra

Na força do chuvoso e frio inverno andava uma Cobra fraca e encolhida, e um homem piedoso recolheu-a, agasalhou-a e alimentou-a, enquanto houve frio. Chegado o verão, começou a Cobra a estender-se e desenroscar-se, pelo que o homem a quis pôr fora; mas ela levantou o pescoço para o morder. Vendo isso, o homem pegou num pau e começou a lutar com a Cobra. Na peleja ficou a Cobra morta, e ele bem mordido.

Moral da história:
Bem diz o provérbio: pela mão leva o homem a desgraça a sua casa. Assim aconteceu a este homem com a cobra, e acontece a muitos que, no inverno dos trabalhos e perseguições, querem ser bons aos seus próximos, mas eles, de ruins, chegado o verão das bonanças, nem o dado agradecem nem o emprestado devolvem. Assim é certo acolherdes às vezes em casa um pobre que ou vos rouba e foge, ou, se o mandais embora, vos molesta e injuria.


A Nora e a Sogra

Havia uma mulher casada que se dava muito mal com a sogra. Um dia alguém ofereceu a esta mulher uns doces, entre as quais vinha uma mulher feita de açúcar. E disse quem os trazia que aquela era a figura da sua sogra. A mulher partiu uma migalha, que meteu na boca, e tornando-a a cuspir, disse:
— Basta que é sogra, que até de açúcar amarga.

Moral da história:
Esta fábula humana, além de mostrar coisa tão ordinária como é o ódio entre noras e sogras, também nos ensina quão má coisa é o ódio, pois faz com que o açúcar pareça fel. Como se vê muitas vezes, quando um inimigo faz uma boa ação a outro, ele não a quer aceitar, antes a despreza e a considera ruim.


A Cabra e o Asno

 Uma cabra e um asno comiam ao mesmo tempo no estábulo. A cabra começou a invejar o asno porque acreditava que ele estava melhor alimentado, e lhe disse:
 -Tua vida é um tormento inacabável. Finge um ataque e deixa-te cair num fosso para que te deem umas férias.
 Aceitou o asno o conselho, e deixando-se cair, machucou todo o corpo.
 Vendo-o o amo, chamou o veterinário e lhe pediu um remédio para o pobre. Prescreveu o curandeiro que necessitava uma infusão com o pulmão de uma cabra, pois era muito eficiente para devolver o vigor. Para isso então degolaram a cabra e assim curaram o asno.

Moral da história:
 Em todo plano de maldade, a vitima principal é seu próprio criador.


Eu não sei vocês, mas eu gosto muito de fábulas em que há moral, faz-nos pensar bastante...
Espero que gostem do poste de hoje ... 
:**

O Castelo de Lobo

             Boa tarde gente bonita .... Maratona de livros dessa semana , mas para não fazer uma postagem muito grande, vou divid...