segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Escrevendo cenas eróticas

Boa tarde amores *-*

Poste de hoje bem diferenciado, porém comum para quem gosta de dicas na hora de escrever :p

Meu final de semana foi dedica á leituras no Wattpad, Amazon e outros sites de literatura, quero parabenizar á todos os escritores desse site, pelas histórias, cenários, capas e título, para um Brasil que gosta de literatura gringa, os brasileiros estão mandando muito bem nos livros, parabenizo á todos.

Mas, mudando o assunto e foco ... É um breve comentário e dica, sem criticas.

Um romance erótico, quando escrito, ele se torna algo muito delicado e que necessita de uma atenção maior que a costumamos dar aos romances sem 18+. Como?

- Escrever cenas inteiras - fundamental - mas muitos iniciam a cena picante envolvente e não conseguem terminar da forma envolvente que iniciou - broxa no final. rsrs

- Escrever detalhes, sensações, gemidos, posições - enfim .... não se pode esquecer desses detalhes.

- Não escrever cenas corridas - como? -

 O que muitos não percebem e muitos fazem igual: inicia a cena picante e termina do jeito broxa, ou iniciam broxa e termina picante. srsrs
 Parece doideira né, mas já li muitos livros assim.
 Duas opções: Escreva as cenas casta, mas dando imaginação ao leitor, cenas não muitos detalhadas, o que chamamos de cenas corridas (rapidinha rssr) ou escreva as cenas de erotismo, com todo detalhe possível, onde o leitor mergulha em sua imaginação. Não se contenha no numero de paginas.

 Gente, escrever uma cena erótica, não é escrever a cena que você está acostumada a fazer com seu namorado, esposo, enfim ....

 Toda mulher tem fantasia sexual, aproveite as fantasias e as escrevam, mas não esquecendo que iniciou erótico - detalhes, sensações, posições, gemidos, beijos - enfim, o detalhe é bem fundamental para criar essas cenas e termine a cena do jeito mais envolvente possível.

 Ex: "Ah! Minha doce menina como é bom estar dentro de você, como é bom ser recebido pelo seu calor, carinho. A noite toda amando-a e desejando-a mais e mais. Como é bom chegar aos espasmos do amor e prazer junto com você".

 Tem dificuldade?
 - Inicie leituras eróticas, como eu sempre posto aqui no blog, os livros de romance da Harlequin eu sempre indico para aqueles que querem primorar seus conhecimentos no romance erótico, contos erótico, ajudam muito, enfim ....

 Não é fácil escrever uma cena erótica, pois você tem que se envolver e envolver o leitor, mas nada que imaginação, livros do gênero, musica, enfim, não ajude.

 Fiquei com receio de fazer essa postagem abordando esse assunto, pois muitos não gostam do gênero, outros procuram não pensar, mas tem sempre aqueles que adoram escrever e ler esse gênero, e como eu escrevo, não apenas romance eróticos, leio livros nesse gênero, confesso que tem muitos livros do gênero no Wattpad que cativou muito a minha atenção, porém outros eu achei que um pouco de dica não é desagradável.

 Espero que gostem da dica!

Boa escrita á todos :*
Janaina Sobrinho!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Esperança / Versos Íntimos - Augusto dos Anjos

Booa tarde meus amores *-*

Sabadão de calor insuportável ... nada melhor que poesia, musica e café para animar nosso espirito...

É a primeira vez que posto aqui no blog algumas poesias de Augusto dos Anjos - poeta brasileiro - paraibano.

Lhes apresento dois poemas:

A Esperança

A Esperança ela não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se os sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, erga o teu grito
Sirva-te a Crença do fanal bendito,
Salva-te a glória no futuro -- avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da Morte a me bradar, descansa!


Versos Íntimos 

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te á lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Poesias me encantam de uma maneira que não explicar :))

:**

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Poemas Macabros - J. W. Goethe

Boa Noite amores *-*
Hoje venho apresentar a vocês á coleção gótica, contos góticos que a Editora Melhoramentos lançou, mas e sim li no digital pela Amazon, e claro que para ampliação de conhecimento e aprofundar meu amor pela literatura, comprei alguns volumes, pois a coleção não está completa....

 Chega né, vamos ao que interessa ... XD XD XD

Sim é esse o livro, ao abri-lo você encontrara primeiramente, o nome dos escritores "clássicos" e suas "obras".
 E uma apresentação "O terror diz OLÁ".


  Poemas macabros conta com apenas 1 poema e eu vou por um trechinho aqui para vocês:


  Catalepsia

 Chore, menina, aqui, junto ao tumulo do Amor
 por nada, porventura aqui ele acabou por tombar.
 Mas estará mesmo morto? Não sei bem dizer.
Um nada, um acaso ás vezes lhe traz o despertar.



Trecho de outro poema

 A dança da morte

[...]

Dito e feito! Ele foge ligeiro
para trás das portas sagradas.
A Lua ainda brilha num luzeiro
e anima as danças desconjuntadas.
Um ou outro, por fim, resolvem dar uma parada
e, vestidos, em fila, batem em retirada.
Logo, vupt, já estão sob o gramado.

[...]

 Recomendo á todos ....

Booa leitura :**

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Lord Byron - A Inês - Poesia

Boa noite amores *-*
Segundona entediante nada melhor que ler poesias do movimento gótico ...
Sim, essa semana vou fazer de um tudo para postar aqui no blog a literatura gótica, romantismo (amoooo) para quem não conhece, conhecer e apreciar e quem conhece se deliciar nessa rica literatura ...

Mais tarda colocarei a pequena biografia de Lord Byron .... Hoje apenas poesia :p

A Inês

 Não me sorrias á sombria fronte,
 Ai! sorrir eu não posso novamente:
 Que o céu afaste o que tu chorarias
 E em vão talvez chorasses, tão somente.

 E perguntas que dor trago secreta,
 A roer minha alegria e juventude?
 E em vão procuras conhecer-me a angústia
 Que nem tu tornarias menos rude?

 Não é o amor, não é nem mesmo o ódio,
 Nem de baixa ambição honras perdidas,
 Que me fazem opor-me ao meu estado
 E evadir-me das coisas mais queridas.

De tudo o que eu encontro, escuto, ou vejo,
É esse tédio que deriva, e quanto!
Não, a Beleza não me dá prazer,
Teus olhos para mim mal tem encanto.

Esta tristeza imóvel e sem fim
É a do judeu errante e fabuloso
Que não verá além da sepultura
E em vida não terá nenhum repouso.

Que exilado - de si pode fugir?
Mesmo nas zonas mais e mais distantes,
Sempre me caça a praga da existência,
O Pensamento, que é um demônio, antes.

Mas os outros parecem transportar-se
De prazer e, o que eu deixo, apreciar;
Possam sempre sonhar com esses arroubos
E como acordo nunca despertar!
Por muitos climas e meu fado é ir-me,
Ir-se com um recordar amaldiçoado;
Meu consolo é saber que ocorra embora
O que ocorrer, o pior já me foi dado.

Qual foi esse pior? Não me perguntes,
Não pesquises por que é que consterno!
Sorri! não sofras risco em desvendar
O coração de um homem: dentro é o Inferno.






Boa leitura á todos :**


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Fernando Pessoa

Booa noite amores *-*
Aah! Faz um tempinho que não posto mais nada de escritores ....
E o nosso poeta de hoje .... Uma breve biografia ....

Fernando Antonio Nogueira Pessoa nascido em Lisboa - foi um poeta, escritor, tradutor português, critico e astrólogo.

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus".
                                                                         Alberto Caeiro 
Pessoa, por ter sido educado na Africa do Sul, numa escola irlandesa, chegou a ter mais familiaridade com o inglês do que com o português, ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma.
 Enquanto poeta, escreveu sobre múltiplas personalidade - heterônimos - como Ricardo Dias, Alvaro de Campos e Alberto Caeiro. Pessoa, inventava poetas inteiros.

 Sua infância foi marcada por perdas, aos cinco anos perdeu o pai com tuberculosa e no ano seguinte o irmão, logo sua mãe foi obrigada a leiloar a mobília e muda-se para uma casa modesta. E nesse período de perdas que Fernando demonstra seu primeiro heterônimo, Chevalier de Pas, nesse mesmo ano escreve seu primeiro poema, logo sua mãe se casa novamente e eles mudam para Africa do Sul, onde passa a maior parte da juventude e recebe educação inglesa. E desde cedo, ele vinha demonstrando seu talento pela literatura.

 Em 1901 é aprovado no primeiro exame escolar e escreve seu primeiro poema em inglês. No mesmo ano sua irmã de anos morre. E no mesmo ano partem de volta á Lisboa, para um ano de férias. E na capital portuguesa nasce o quarto filho do segundo casamento de sua mãe e nessa época escreve o poemas: 
Quando ela passa
Quando eu me sento à janela
P'los vidros qu'a neve embaça
Vejo a doce imagem d'elia
Quando passa... passa.... passa...

N'esta escuridão tristonha
Duma travessa sombria
Quando aparece risonha
Brilha mais qu'a luz do dia.


                                                                                                                                                                       Quando está noite ceifada
E contemplo imagem sua
Que rompe a treva fechada
Como um reflexo da lua,

Penso ver o seu semblante
Com funda melancolia
Qu'o lábio embriagante
Não conheceu a alegria

E vejo curvado à dor
Todo o seu primeiro encanto
Comunica-mo o palor
As faces, aos olhos pranto.

Todos os dias passava
Por aquela estreita rua
E o palor que m'aterrava
Cada vez mais s'acentua

Um dia já não passou
O outro também já não
A sua ausência cavou
Ferida no meu coração

Na manhã do outro dia
Com o olhar amortecido
Fúnebre cortejo via
E o coração dolorido

Lançou-me em pesar profundo
Lançou-me a mágoa seu véu:
Menos um ser n'este mundo

E mais um anjo no céu.
Depois o carro funério
Esse carro d'amargura
Entrou lá no cemitério
Eis ali a sepultura:

Epitáfio.

Cristãos! Aqui jaz no pó da sepultura
Uma jovem filha da melancolia
O seu viver foi repleto d'amargura
Seu rir foi pranto, dor sua alegria.

Quando eu me sento à janela
P'los vidros qu'a neve embaça
Julgo ver imagem dela
Que já não passa... não passa.
(Liiiindaaaa) *o*

Tendo que dividir a atenção da mãe com os filhos do segundo casamento e o padrasto, Pessoa, se isola, proporcionando assim momentos de reflexão.
 Em 1905, regressa definitivamente á Lisboa deixando a mãe, padrastos e irmãos em Durban. Dois anos mais tarde, sua avó com quem morava, morre deixando-lhe uma pequena herança e ele monta uma pequena tipografia. 
 Em 1915 participou da revista literária Orpheu, essa revista lançou apenas dois de seus poemas, na qual Pessoa publicou como Alvaro de Campo e no segundo volume Mario de Sá-Carneiro. 
 Em 1935, Pessoa morreu, aos 47 anos com cirrose hepática.

 OBS: Antes de terminar o poste, falando sobre o legados que Pessoa deixou, uma breve observação, na sexta-feira de carnaval, lembro que liguei a TV no canal cultura e justamente naquele horário ia iniciar um programa de literatura e o assunto era Fernando Pessoa e a professora da USP ou UNESP (não me recordo), estava explicando sobre a vida dele, eu sempre o admirei, admirei suas poesias e o que minha professora falava, foi dito: para você entender os poemas de Pessoa, você tem que conhecer um pouco da vida dele, muitos de seus poemas fala sobre Portugal, o poema acima Quando Ela Passa, se ler sobre á morte de sua irmã, entenderá do que o poema se trata ... Fico até sem palavras ... Mas é perfeito, belo e maravilhoso suas poesias. 
 Minha professora, costumava dizer que eu escrevia como Fernando Pessoas, com sentimentos, com a alma, conhecendo-me você saberia o significado de cada palavra em meus poemas, claro, um elogio para minha pessoa, não falarei que escrevo como ele, pois cada escritor tem seu jeito de escrever, eu sou apenas uma admiradora desse magnifico escritor.... 

 Agora para seu Legado :)))

 Pode se dizer que a vida do poeta foi dedicada e a criar, criou outras vidas através dos seus heterônimos. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido seu verdadeiro eu, ou se tudo não passou de um produto. O poeta e crítico brasileiro descreve Pessoa como o enigma em pessoa. Escreveu sempre, desdo os sete anos até seu leito de morte. Importava-se com a intelectualidade do homem, e pode-se dizer que sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa, como nas palavras de seu heterônimo Bernardo Soares: 

 A minha pátria é a língua portuguesa:
Não chóro por nada que a vida traga ou leve. Há porém paginas de prosa me teem feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noute em que, ainda creança, li pela primeira vez numa selecta, o passo celebre de Vieira sobre o Rei Salomão, "Fabricou Salomão um palacio..." E fui lendo, até ao fim, tremulo, confuso; depois rompi em lagrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquelle movimento hieratico da nossa clara lingua majestosa, aquelle exprimir das idéas nas palavras inevitaveis, correr de agua porque ha declive, aquelle assombro vocalico em que os sons são cores ideaes - tudo isso me toldou de instincto como uma grande emoção politica. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda chóro. Não é - não - a saudade da infancia, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção d'aquelle momento, a magua de não poder já ler pela primeira vez aquella grande certeza symphonica.Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

Pessoa se interessava pelo Ocultismo e Misticismo. 
"o poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente".
                                               Fernando Pessoa

Seus heterônimos são admiráveis, dentre os três o quarto Bernardo Soares, autor do Livro do Desassossego, por ter uma semelhança com Fernando e não possuir uma personalidade muito característica, então Bernardo é um semi-heterônimo, ao contrário dos outros três que possuem data de nascimento e falecimento (exceto Ricardo Reis, que não possui data de morte). Através desses heterônimos, Pessoa conduziu uma profunda reflexão sobre, verdade, existência e identidade. 
"Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje,
que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos
ou quando menos, os seus companheiros de espirito?"
                                                                   Fernando Pessoa

As personalidades de seus heteronimos:
Álvaro de Campo - engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa, mas sempre com a sensação de ser um estrangeiro em qualquer parte do mundo. 
Podemos notar pelo poema
TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
      
Ricardo Reis - médico que se definia como latinista e manarquico.
Alberto Caeiro - nascido em Lisboa, teria vivido como um camponês, quase sem estudos. Teve apenas o primário, mas é considerado o mestre em os heterônimos. 
Bernardo Soares - dentro da ficção do Livro do Desassossego, um simples ajudante guarda-livros na cidade de Lisboa. 

Sim o poste foi comprido, mas por mais que eu quis enxugar, falar sobre Pessoa e pular alguns detalhes importantes para entende-lo é quase um pecado. E como ele mesmo explica sobre seu semi-heterônimo Bernardo Soares: "Não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e afectividade". 

Com amor e carinho ... :***

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

"A alma do homem é imortal e imperecível" - Platão

Boa tarde amores *-*
Dia de filosofia aqui no blog ... e confesso estar ansiosa para o poste de hoje PLATÃO ...

"A ALMA DO HOMEM É IMORTAL E IMPERECÍVEL" - PLATÃO

PLATÃO VIA DOIS MUNDOS:
O DAS IDEIAS E O DOS SENTIDOS!


Se Sócrates construiu um pequeno altar para a filosofia, Platão foi o responsável por transformar esse altar em uma grande igreja. Principal discípulo de Sócrates, o filósofo se encarregou de registar as ideias do mestre na forma de diálogos. Seu texto é uma mistura de teorias complexas om fragmentos teatrais que traziam o mestre como protagonista, dialogando sobre a vida, a razão e a verdade. Platão escreveu ao longo da vida cerca de 40 diálogos, verdadeiras obras-primas filosóficas e literárias. temos a sorte de contar hoje com tudo o que o filósofo escreveu.
 É de Platão um dos textos filosóficos mais lidos da história, o Mito da Caverna. Conta a fácula de prisioneiros que foram acorrentados em uma caverna escura quando crianças sem jamais poder sair dali. Tudo o que conheciam do mundo eram sombras da vida real projetadas nas paredes, ou seja, cópias imperfeitas das coisas, que conservam suas formas verdadeiras no mundo das ideias, uma espécie de paraíso onde está guardado o padrão de tudo o que existe - principal teoria de Platão. O mundo das ideias existem em oposição ao mundo dos sentidos, esse no qual vivemos, recheado de cópias defeituosas de tudo o que existe no plano superior.
 Quando um dos escravos foge da caverna e fica deslumbrado com a verdadeira forma das coisas, Platão faz uma metáfora com os filósofos, que ascendem por meio do conhecimento. Ele defendia a tese de que o mundo das ideias só poderia ser acessado pelos filósofos. Logo, era a classe mais indicada para governar a pólis. Esse pensamento originou a teoria politica de Platão, na qual ele cria a cidade ideal. Nela, existiriam apenas três categorias de cidadãos, cada um desempenhando a tarefa para a qual estava melhor preparado. Aqueles que tinham a "alma com apetite" seriam trabalhadores; os corajosos, os guardiões da pólis; e os dotados de sabedoria e razão, os governantes-filosóficos.
 A tarefa do rei filosófico seria justamente a de regressar á caverna e relatar o mundo das ideias para os demais - isto é, contar a verdade para a sociedade. Na comunidade ideal de Platão, os casamentos seriam coletivos e sem casais fixos. O sexo seria somente para a reprodução, e as crianças criadas pelo Estado como filhos da comunidade. O pensador também lançou a ideia de igualdade dos sexos. Na cidade ideal, as mulheres não seriam descriminadas e poderiam ocupar até postos no serviço militar. Essa teoria levou Platão por três vezes até a cidade de Siracusa, na Sicília, onde pretendia persuadir os soberanos a colocar em prática seu plano. Sem sucesso, chegou a ser preso.
 Mas, antes de virar Platão, o filósofo, ele era Arístocles, seu nome de batismo, um estudante de letras e da pintura com excepcional dom para a ginástica. O apelido, Platão (Pláton, em grego), que significa amplo, teria sido uma criação do treinador Áriston de Argos por causa do porte musculoso do aprendiz.
 Depois da morte do professor, Platão fundou a própria escola de Atenas. Considerada por alguns como a primeira universidade e inspirada nas comunidades criadas por Pitágoras, a Academia ensinava matemática e geografia. O grande avanço era o ingresso de mulheres, que pela primeira vez, podiam estudar.
 Platão morreu aos 70 anos e em sua lápide foram gravadas tais palavras:
 "Aqui jaz o divino Aristócles, que em prudencia e justiça soube exceder a todos os mortais. Se a sabedoria eleva alguém ás alturas, este as conseguiu. A inveja em nada lhe empanou a glória".

Revista: Super Interessante
Escrito: Fédon, A República,
O Banquete e Teeteto

Quem mais ficou tentado em ler O Mito da Caverna?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Literatura Estrangeira - NOS BRAÇOS DO GUERREIROS

Boa Tarde amores *-*

Hoje poste diferenciado aqui no blog ... O comentário desse livro fiz ano passado, se não me engano, e hoje vou postar uma das cenas mais fafadenha ^-^ srsrsrsr entre o casal.

Capítulo 22

[...] Morren começou a subir as escadas, e Trahern se juntou a ela. Embora ela não parecesse estar mais zangada, ele não sabia o que lhe dizer. Tentara reunir argumentos para faze-la enxergar a situação com bom senso, maneiras racionais de explicar por que não deveriam consumar suas relações intimas.
 Mas todas as palavras pareceram desaparecer do cérebro dele quando a viu parada no outro extremo do quarto, despindo o vestido. Ela se movia devagar, erguendo a lã molhada até passá-la pela cabeça. O léine que usava por baixo foi a próxima peça a sair, expondo as longas pernas e o bumbum provocante.
 Trahern sentiu a boca seca quando a viu nua. Morren passou as mãos pelo longo cabelo dourado, espremendo a água das pontas. E, quando se virou para encará-lo, mechas úmidas roçavam nos mamilos.
 Jesus amado. Ela estava tentando matá-lo?
 Sim. Sim, estava. Com passos lentos e seguros, Morren caminhou até a cama e entrou sob as cobertas. Trahern cerrou os dentes e removeu a própria roupa molhada, estendendo-a para secar. Os dentes dele batiam quando se deitou ao lado dela. A ânsia desesperada de estar com Morren, de tocá-la, era como uma maldição. O membro estava rígido de desejo, e as mãos dele seguravam o colchão com força.
 De repente, Morren virou-se para encará-lo. Embora continuasse aconchegada sob as cobertas, sorriu para ele.
 - A brincadeira foi divertida.
 E fora mesmo, mas Trahern podia pensar em coisas mais divertidas que eles poderiam estar fazendo naquele momento.
 -Foi mesmo.
 -Patrick disse que estará claro o bastante amanha para que possamos partir para Glen Omrigh.
 -Sim. - Trahern mal conseguia confiar em mesmo para dizer mais do que uma ou duas palavras. Atormentava-o saber que a pele nua e sedosa da esposa estava a apenas alguns centímetros de distancia do toque dele.
 -Estou com um pouco de frio - disse Morren de repente. E antes que Trahern pudesse dizer qualquer coisa, ela se virou de costas para ele e aconchegou o bumbum contra o membro rígido dele. Morren passou os braços do marido ao redor da cintura dela, e os dedos dele roçaram a curva dos seios. - Você não se incomoda de me manter aquecida, não é?
 Trahern precisou morder a língua para não gemer quando ela levantou um pouco mais o traseiro, fazendo com que o membro dele se encaixasse no espaço entre as pernas dela. Se Morren abrisse um pouco mais as pernas, seria fácil deslizar para dentro dela.
 - Sei o que está fazendo - disse ele - Não vai funcionar.
 - Não sei o que quer dizer - falou ela - Você mesmo disse que não há nada de errado em darmos prazer um ao outro de outras maneiras. - Morren fechou a mão ao redor do membro rígido e quente. 
 Com um único movimento firme, ela afastou todas as razões que ele teria para não tocá-la. Trahern fez com que Morren se virasse de frente para ele e capturou sua boca. Ela passou a perna em torno do quadril dele, em um convite silencioso. O beijo afagou qualquer protesto que ele pretendesse fazer, o calor da pele de Morren acabando com todo o  autocontrole dele.
 [...]
 - Me desculpe - sussurrou Morren, interrompendo o beijo - Não tinha intenção de deixá-lo desconfortável. - Ela estende a mão para tocá-lo de novo, e Trahern não conseguiu conter o gemido que escapou da garganta. - Se você preferir que só... toquemos um no outro, acho que está tudo bem. - Morren beijou o pescoço dele, enquanto a mão continuava a se mover com ritmo na ereção dele.
 Embora o prazer que sentia fosse inegável, Trahern queria que ela sentisse o mesmo. Ele estendeu a mão até alcançar o centro do prazer da esposa, estimulando-a, para que ela também chegasse ao máximo do prazer. A respiração de Morren ficou mais pesada, e a mão dela se moveu com mais rapidez no membro dele. Trahern estremeceu, e, quando Morren de repente arqueou o corpo contra ele, cedendo aos espasmos do êxtase, a semente dele jorrou com força.
 Trahern abraçou Morren com o coração em disparada. Ela estava certa. Não era a mesma coisa.

[...]

Até o próximo :**

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Literatura Estrangeira

Boa tarde meus amores *-*

Vamos falar de amor?? 
Sim, fazia tempo que eu não lia um romance que me deixava ficar apaixonada, após a leitura .... E como sempre os livros Harlequin me encantam e apaixonam, principalmente livros medievais, ladies em desonras e cavalheiros apaixonados, *O* amo tudo isso!!!!


Agora vamos ao livro pelo qual me apaixonei nesse carnaval .... siim foi mto aproveitoso....

CHRISTINE MERRILL - UM CAMINHO PERIGOSO

Conheceremos a história de Lady Drusilla que parte na noite atrás de sua irmã Lady Priscilla que fugiu de Londres para Escócia com seu professor de dança. Ambas filhas do duque.
 Sr. John Hendricks, um "cavalheiro" que se apaixona pela esposa de seu ex empregador e com vergonha e coração partido pela mulher ter lhe dito claramente que nada queria com ele, encontra-se bêbado na mesma carruagem onde Drusilla está.
 Sabe, aquelas histórias em que a mocinha que está sendo incomodada por um estranho, olha para o cara bonito a sua frente pedindo uma ajuda em atuar ser seu "irmão, amigo, namorado e afins"? Pois, bem é assim que esses dois se conhecem. E Dru o contrata para ajuda-la na busca de sua irmã.
 Histórias medievais encanta por aquela proibição que havia antigamente, as mulheres com poucos estudos e casando-se com o homem que tem mais dinheiro, sim casamento arranjado, mas no meio dessa proibição toda, existe um romance perfeito entre o pobre e a ricaça que sente nas nuvens nos braços do homem...
   Pudera néh, os homens descritos nesses livros de romances, são do tipo que deixa a leitora assim ESTOU APAIXONADA, QUERO UM DESSE PRA MIM e todas essas loucuras que nós leitoras temos.

 Mas voltando ao livro, nessa história Lady Drusilla não tem pretendente algum, tem 24 anos e solteira, com seu único dever em cuidar da irmã que é a mais linda e com muitos pretendentes e claro que não contarei o restante se não vocês perderam o interesse pelo livro.

 Para um romance medieval, esse livro não teve a história comum como os outros, a história é um pouco diferente do comum e acredito que tenha sido esse o motivo por eu ter me apaixonado.

Amo quando o pensamento masculino apaixonado está descrito na história .... E os atos de amor descrito neles são os melhores ....

Sinopse:
 Uma corrida desenfreada para alcançar sua irmã!

Considerada uma solteirona, Lady Drusilla Rudney tem apenas uma função na vida: ser dama de cia de sua irmã. Então quando ela foge, Dru sabe que deve traze-la de volta! Por isso, contrata a ajuda de um companheiro de viagem, um homem que parece bem inofensivo, o ex-capitão do Exército John Hendricks. No inicio, ele ficou intrigado com o sofrimento daquela dama. Mas, durante o percurso, descobre que Dru não é uma mulher tão tímida quanto parece. E suas atitudes anticonvencionais fizeram que ele esquecesse sua conduta de cavalheiro... e partisse para a conquista!

E que conquista...... *O.O* 

Boa leitura á todos :**

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"A morte não é nada para nós" - Epicuro / "O homem que sofre antes de ser necessário sofre mais que o necessário" - Seneca

Boa tarde meus amores *-*
Oooh! quase que o poste de hoje não sai ... mas hoje é filosofia e claro que seria um pecado não publicar nada sobre filosofia (rsrs)

Continuando com a Filosofia Clássica - hoje teremos um poste duplo....

A morte não é nada para nós - EPICURO

 Durante escavações em sítios arqueológicos gregos e romanos, foram encontradas várias estatuetas de Epicuro. Era normal que os intelectuais da época guardassem estátuas de filósofos, mas o que chamou a atenção é que as de Epicuro estavam presentes até nas casas simples. Os seguidores do filósofo, nascido na Ilha de Samos, acreditavam que contemplar seu rosto aquietava o espirito. Epicuro adorava comparar seu pensamento á medicina. Proclamava-se um terapeuta do espirito, médico das almas e cirurgião das paixões. Na sua escola, acolhia mulheres, escravos e até mesmo prostitutas para suas "consultas".
 Como Aristóteles, acreditava que o maior objetivo da vida era a felicidade. Mas ia além. Achava que a dificuldade em atingi-la estava no medo que sentimos da morte. Epicuro se propôs a resolver o impasse: se a morte é o fim das sensações, ela não pode ser fisicamente dolorosa, e, se é o fim da consciência, não pode causar dor emocional. Ou seja, não há nada a temer. Superado esse medo, podemos ser felizes. Epicuro morreu aos 72 anos. Não sabemos se ele estava completamente destemido em relação ao juízo final, mas, em uma de suas ultimas cartas, comemorou a vida doce, feliz e sempre digna de ser vivida.

 ALGUÉM AQUI TEME A MORTE? 
Penso eu que: A morte nada mais é que a libertação e a felicidade.






O homem que sofre antes de ser necessário sofre mais que o necessário - SÊNECA

 Sêneca era membro de estoicismo, escola que surgiu após a morte de Aristóteles, com Zenão de Cítio. O estoicismo pregava o foco nas coisas que podemos mudar, e mais nada. Para os estoicos, por exemplo, o envelhecimento e a brevidade da vida era inevitáveis. A única coisa que poderíamos fazer, portanto, seria aceitá-los. Sêneca nasceu na Espanha, mas viveu a maior parte da vida em Roma. Era conselheiro íntimo de Nero, mas não demorou para que o imperador acusasse o filósofo de traição. Nero ordenou que Sêneca se suicidasse. Como bom estoico, o filósofo não contestou a sentença absurda. Estava colocando em prática o principio da ataraxia, um dos mais famosos conceitos da escola, que significa ausência de inquietação. A morte injusta era uma forma de provar que a única felicidade possível está na ausência do seu oposto: a dor.

 OS DEIXAREI NO SEUS PENSARES !!!!!




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Romance LIX ou Da reflexão dos justos (Cecília Meireles)

Boa Tarde amores *-*

Uma pequena poesia...

ROMANCE LIX OU DA REFLEXÃO DOS JUSTOS (de ROMANCEIRO da INCONFIDÊNCIA)

Foi trabalhar para todos...
- e vede o que lhe acontece!
Daqueles a quem servia já nenhum mais o conhece.
Quando a desgraça é profunda,
que amigo se compadece?

Tanta serra cavalgada!
Tanto palude vencido!
Tanta ronda perigosa,
em sertão desconhecido!
- E agora é um simples Alferes
louco - sozinho e perdido.

Talvez chore na masmorra.
Que o chorar não é fraqueza.
Talvez se lembre dos sócios
dessa malograda empresa.
Por eles, principalmente, 
suspirará de tristeza.

Sábios, ilustres, atraentes,
quando tudo era esperança...
E, agora, tão deslembrados
até da sua aliança!
Também a memória sofre,
e o heroísmo também cansa.

Não choram somente os fracos.
O mais destemido e forte,
um dia, também pergunta,
contemplando a humana sorte,
se aqueles por quem morremos merecerão nossa morte.

Foi trabalhar para todos...
Mas, por ele, quem trabalha?
Tombado fica seu corpo,
nessa esquisita batalha.
Suas ações e seu nome,
por onde a glória os espalha?

Ambição gera injustiça.
Injustiça, covardia.
Dos heróis martirizados
nunca se esquece a agonia.
Por horror ao sofrimento,
ao valor se renuncia.

E, á sombra de exemplos graves,
nascem gerações opressas.
Quem se mata em sonho, esforço,
mistério, vigílias, pressas?
Quem confia nos amigo?
Quem acredita em promessas?

Que tempos medonhos chegam,
depois de tão dura prova?
Quem vai saber, no futuro,
o que se aprova ou reprova?
De que alma é que vai ser feita
essa humanidade nova?

Glossário:
alferes: militar que detinha esta posição hierárquica no exército brasileiro, logo abaixo do posto de tenente, na época da Colonia e do Império.
compadece: tem compaixão ou piedade 
deslembrados: esquecidos
destemido: corajoso
machinho: burrinho novo
malograda: frustada, sem o resultado que se esperava
masmorra: prisão
opressas: oprimidas, humilhadas
palude: pântano
rosilho: cor rosa
:**

O Castelo de Lobo

             Boa tarde gente bonita .... Maratona de livros dessa semana , mas para não fazer uma postagem muito grande, vou divid...